Ironia

•13 13UTC dezembro 13UTC 2009 • Deixe um comentário

Adoro pontos de exclamação!! Adoro perguntas pontuadas!!! Adoro interjeições coloquiais, ainda que outro dia tenha ouvido falar que ao exclamar “nhaammm” o comensal ofende sua refeição e o cozinheiro “estraga” sua receita.

De que forma o elogio pode, senão, incentivar comportamentos? Se o fluido social é então composto de uma enxurrada de elogios nada mais prático de se fazer que um “como te aparentas bem!” ou “te apresentas bem vestida!”. Me agrada um sorriso, que sendo pois um grande fluido social, denota um certo mistério, é educado e gentil e principalmente não constrange o elogiado com aquele silêncio constrangedor que se segue a um sonoro “Queriiiiiiiiida” ou “Linda” e por aí se vai…

Há quem diga que não gosta de ironia porque fere o caráter do ser-humano, deturpa a honra do cidadão, do ídolo. Prefiro admirar o uso dela na totalidade do ponto de exclamação que a finaliza, nas reticências da sua neblina, ou na interrogação da sua dúvida! Não que ela seja digna de ser usada em cada parágrafo das suas ausências de conteúdo e nem nas suas  sobressalências de ignorância. Mas me soa sim como um bom cartão de boas vindas, como um viés de sensualidade, e como um bom desafio da alma!

Se a alma é lírica, a realidade é crítica, nesse paradoxo a ironia é o bálsamo, e o humor o entorpecente social!

PENSANDO: “O público anda uma lástima. Alguns nem tomam banho, vão direto do trabalho!” – Gaetana Maria Jovino di Ricco – Estadão – Aliás – 13/12/2009

OUVINDO: Gotye

Brothers & Sisters s03e21

•22 22UTC abril 22UTC 2009 • Deixe um comentário

brotherssistersjasonlewis1

Um grande episódio, bem da verdade sutil e bastante emocionante. Tenho certeza de que os espectadores mais sentimentais conseguiram captar em sua essência o roteiro tocante de Brothers&Sisters Season 03 Episode 21. A família e o quanto uma vida pode ir e vir e seguir em frente!

Basicamente todos os núcleos fizeram parte dessa volta de Brothers em seu final de temporada. As personagens começam a mostrar o crescimento individual de vida como Nora que até então parecia não conseguir deixar de ser a mãe para assumir as rédeas de sua vida como mulher. No retorno de seu affair inglês percebe como é difícil viver o dilema de ser feliz e viver abdicando deste sentimento em detrimento da vida dos seus filhos. No exemplo do filho Tommy parece entender que não está em suas mãos resolver todos os problemas da sua família.

Acho igualmente respeitoso a forma como os roteiristas mostram o relacionamento de Scotty e Kevin que amadurecem a cada episódio como casal, escolhendo o caminho do casamento estável e duradouro. E que bom que esse casal vive enxergando novas propostas e um futuro a dois! São tantos os estereótipos como o de gays, promíscuos e “modernos” que são tratados neste casal e mesmo assim são mostrados como pessoas reais para os espectadores e têm seu lugar de grande importância na série.

Sarah, solteira, voltando a ser a executiva da Ohai Foods, se vê envolvida em mais uma “fucking situation” administrativa por uma atração sexual com um temporário da empresa e a brincadeira dos roteiristas para com o papel de Holly que as vezes é a vilã amante e destruidora e outras é a mulher inteligente e experiente que sabe deixar as coisas acontecerem simplesmente pelo fato de que entende que certas situações assim o são e não há nada nem ninguém (como os Walkers o fazem) que possa barrar o ritmo da vida.

Como espectador me preocupa o rumo de dois personagens Rebeca e seus sentimentos por Justin e por Ryan. Um certo triângulo sentimental baseado nos rancores óbvios do passado. E claro Kitty e Robert que se vêem as voltas com a crise conjugal exposta pelo problema cardíaco de Robert. Ambos os casais estão no dilema amoroso e não sabemos o que será desse núcleo. De fato o personagem de Rob Lowe me parece estar na berlinda novamente e ameaçado de sair da série pelos tantos vai e vem que tem passado. O ator, a exemplo de West Wing, parece não ser agraciado dos roteiristas e do diretor. Vamos ter que esperar para ver.

In Treatment – Season 2

•8 08UTC abril 08UTC 2009 • Deixe um comentário

A ótica de uma das mais contundentes e pragmáticas dinâmicas da sociedade moderna – a psicoterapia, é o tema dessa premiada série da HBO que retornou em sua segunda temporada nos EUA essa semana. In Treatment, estrelada por Gabriel Byrne (vencedor do Globo de Ouro de melhor ator em série dramática) na personagem do doutor Paul Weston e seus 4 pacientes é por si só mais uma das geniais produções desse canal americano e de um grupo de produtores destacando Rodrigo Garcia (Six Feet Under).

Já fomos analisados na primeira temporada pelos 43 episódios onde o psiquiatra Paul interage com seus pacientes durante a semana e finaliza sua semana por sua própria psiquiatra interpretada pela talentosa Dianne Wiest (vencedora do Emmy por in Treatment) no papel da doutora Gina Toll. Agora, em sua segunda temporada, o doutor mudou-se para o Brooklin para reconstruir sua vida e profissão após seu divórcio e 4 novos pacientes são introduzidos na trama.

De fato um dos maiores e importantes atrativos de in Treatment é a humanização daquele que para nós é a esfinge e o bálsamo dos encontros psicoterapêuticos – o analista! Gabriel Byrne incorpora a postura do terapeuta e invariavelmente exibe o conflito do julgamento humano desse profissional que é para ser o imparcial. Já no segundo episódio dessa nova temporada, a paciente de terça, April (Allison Pill – Milk), podemos perceber a dinâmica formada na vida pessoal do doutor Paul, que está sendo processado pelo pai do paciente Alex da primeira temporada, e o esforço do profissional quando se depara com a vida e a fragilidade dessa na tentativa de abrir os olhos de alguém muito jovem e que não sabe como “erguer sua própria vida” no meio de um conflito físico e, também, em não se culpar sendo ético o bastante.

Por vezes o espectador observa a cena por sobre o ombro das personagens, outras é um dos envolvidos no episódio. A relevância de manter a atenção do espectador numa série baseada nos diálogos e com quase raras cenas externas denota a qualidade da produção e dos atores.

Os dois episódios que foram ao ar ontem já deram a tônica do que está por vir nessa temporada: mais conflitos pessoais e profissionais da personagem principal. Uma salva de palmas à não obviedade e aos assuntos abordados em in Treatment. Esperamos que tenhamos mais desfechos inteligentes como tivemos na primeira temporada e que o julgamento pessoal do profissional esteja presente em todas as sessões!

Esse nosso “ar”

•2 02UTC abril 02UTC 2009 • 1 Comentário

Como a vida adulta nos coloca em lugares comuns e nos faz adquirir uma importância de vida e morte.  E o instintode egocentrismo que, segundo alguns pensadores, vem impresso no nosso dna de ser é ou não um catalisador de  uma consciência de liberdade? Então qual a maior dificuldade a de ser ou a de se ver?

Crescer     e adquirir uma      certa experiência sempre    nos coloca em cheque,   uma     certeza sempre paradoxal que, constantemente, apazigua, constesta, impõe recolhimentos e desprendimentos. E o que mais penso é que todas essas experiências têm sempre um ponto em comum ou um ponto absoluto: a nossa própria visão!        E isso é impresso no nosso dna!     Sempre tendemos a ver as coisas     pela nossa visão, a achar que invariavelmente    escolhemos um pior caminho, que a culpa é nossa, que as filas estão lá logo na hora da nossa fome.      Eu não culpo essa atitude porque de fato há um certo fator fisiológico envolvido e que sobrepõe o exercicio necessário de abstração do próprio “umbigo”!

Caminhando pela rua dos Andradas em direção à minha sessão de terapia semanal, muitas vezes chego apavorado no consultório da psicóloga com a possibilidade de ter passado por milhares de pessoas na hora do rush e cada uma com sua história de dias sem dormir, de contas para pagar, de sexos baratos, de famílias destroçadas e um milhão de outros cotidianos. Me apavora toda vez que consigo exercitar o pensar. E para mim, o pensar é observar-me, é deixar de ser absoluto! Logo me apavoro! Mas por que?

De certo pela mesma configuração de não ser dono da própria consciência e dos próprios pensamentos! De estar tão absorto nos próprios medos. A liberdade verdadeira contempla a atenção, a consciência, a disciplina,    o esforço e a capacidade de efetivamente se importar com os outros (porque não?!).      A vida adulta EXIGE não estar à deriva dos pensamentos e sim em conseguir fazer as escolhas!

Chegar aos 30 ou aos 50 sem querer se dar um tiro na cabeça é, talvez, estar se observando e conscientes do nosso real e essencial, de repetirmos: isso é ar, isso é o nosso ar!

OUVINDO: HEY EUGENE! – Pink Martini

VENDO: KINGS – Season 1 (Novo série da NBC)

Aprendiz de Feiticeiro

•11 11UTC dezembro 11UTC 2008 • 1 Comentário

Como a autofagia descrita por precursores de Marx, querem os homens o conhecimento para a Sabedoria. Esse blog, por vezes, se ausenta trancado na própria vida e nas tempestades da própria existência: “O meu mestre feiticeiro, um dia quis se ausentar”.

É mesmo difícil imaginar que as possibilidades de criação de um esteta se confundam em suas tão íntimas e estéticas poesias das suas existências. O que ele foi, o que ele é, o que o é nos outros! Enfim, ainda que crie um mundo triste, o é de fato rico! Rico em cada verso e palavra que transcreve nos seus olhos de observância da realidade barroca dos problemas sociais que estão a nossa volta! Vazio sufocante que nos ausenta da intimidade acalorada da perseguição do rubor pueril! Da inocência religiosa de um catecismo social!! Da nobreza categórica da face de uma ama que alimenta a admiração e a dependência de sua Rainha e grita aos sete mundos: “Eu sou homem!”.

Goethe foi adaptado para a Disney num dos desenhos animados preferidos por mim: Fantasia! O personagem Mickey traduz-nos em seu desespero quando do descontrole para com a vassoura que é da sua obra o seu desterro. Quantas possibilidades a vida nos impõe ou oferece, e tomados de admiração pelo bordado rococó que expomos no salão de baile, compramos, vendemos, aguardamos de fato um infundado título capitalista alavancado em bases podres!! (vide exemplo atual da crise financeira no mundo).

Traga-nos Goethe a consciência racional de seus versos:

Água, cresce
E transborda!
Corre, entorna,
Cria bolhas!
Agora esta tina: ferve!
E toda essa água escorra!

Sugababes – No Can Do [Official Music Video] HQ

•9 09UTC dezembro 09UTC 2008 • 1 Comentário

Meu amigo do “We say Yes” postou este vídeo e achei mais do que necessário indicar!

Como ele mesmo diz: “Assista ou Morra”!!!!

Britney Spears

•17 17UTC novembro 17UTC 2008 • Deixe um comentário

Boys & Girls

•4 04UTC novembro 04UTC 2008 • Deixe um comentário

No mundo de Cinderela, no nosso imaginário, onde tudo podemos e tudo criamos, dentro do nosso castelo, somos o Rei, o escolhido por Deus, e vivemos a igualdade idealizada!

Tampouco considero seres humanos dignos de si mesmos, tal pressuposto dessa naturalidade vale em guerras e misérias sociais e no medo que nos humaniza!

Gossip moment

•23 23UTC outubro 23UTC 2008 • Deixe um comentário

De fato a segunda temporada de Gossip está mais apimentada, mais quente e, na minha opinião, trazendo a renovação dos personagens novos!
De fato uma série que se sustenta por saber ler o desejo do consumidor e o momento da geração de “jovens” atualmente!

A DETAILS de Outubro está, à exemplo da OUT de Março de 2008, trazendo os Gossip GUYS na capa e em uma reportagem rica desses atores que lidam ou dizem que lidam naturalmente com a fama e a mídia em geral!

O sucesso é TAMANHO que a produção acabou de lançar o soundtrack nr 1 da série, muitos Indies e hits que segundo eles (e eu concordo) já estão em nossos iPODS!!

Estou colocando o vídeo do making off e entrevistas da DETAILS desse mês para seu deleite:

xo, xo …

Violent Brangelina teaser

•22 22UTC outubro 22UTC 2008 • Deixe um comentário

Para quem ainda não pode conferir as fotos de “Brangelina” na W Magazine…segue o vídeo feito pelos dois em edição que me deixou sem fôlego!!!!